mestrado estudos sociais da ciência

sociologia da modernidade

Ano lectivo 2011/12

Docente: José Luís Casanova

Créditos (ECTS): 6
Horas de aula: 20
Número de sessões: 10
Área científica: sociologia
Língua de ensino: português

Semestre lectivo: 2.º
Horário: segundas-feiras, das 18h00 às 20h00
Sala: a indicar

Objectivos

Esta unidade tem como objectivo a formação aprofundada e especializada nas problemáticas da modernidade, da mudança nas sociedades contemporâneas, e da relação entre sociologia e modernidade. Pretende-se promover a compreensão das estratégias teórico-metodológicas bem como dos debates mais importantes nestas áreas de conhecimento. São aprofundados alguns dos principais aspectos na mudança contemporânea, na sociedade europeia e em Portugal.

Programa

1.    A “modernidade” na sociologia

1.1  Relações sociais, tempo e referências do “moderno”

1.2  Luta de classes, diferenciação, acção racional

1.3  Modernização ou pós-colonialismo

1.1  Pós-modernidade ou modernidade avançada

1.2  Modernidades múltiplas ou variantes de modernidade

1.3  Estrutura, acção, mudança

2.  Processos de mudança nas sociedades contemporâneas

2.1 Vida cívica e política

2.2 Políticas públicas e intervenção social

2.3 Finanças, produção e consumo

2.4 Profissão e qualificação

2.5 Educação e ensino

2.6 Ciência, tecnologia e inovação

2.7 Cultura e comunicação

2.8 Vida pessoal e familiar

3. A sociologia na modernidade

3.1 Modernidade e reflexividade sociológica

3.2 Sociologia, reflexividade social, mudança

Bibliografia básica

Abrams, Philip (1982), “The transition to industrialism: anomie”, “The transition to industrialism: class formation and class struggle”, e “The transition to industrialism: rationalisation”, em Historical Sociology, Somerset, Open Books.

Bonny, Yves (2004), “De la notion de «moderne» à celle de «postmoderne»”, “Les théories de la modernité avancée », em Sociologie du Temps Présent: Modernité Avancée ou Postmodernité?, Paris, Armand Colin, pp. 1-12, 177-216.

Boudon, Raymond (1984), “As teorias da mudança social”, em O Lugar da Desordem, Lisboa, Gradiva, pp. 15-50.

Bourdieu, Pierre (2001), “Avant-propos”, “Pourquoi les sciences sociales doivent se prendre pour object”, “Conclusion”, em Science de la Science et Réflexivité, Paris, Éditions Raisons D’Agir, pp. 5-8, 167-184, 221-223.

Burawoy, Michael (2005), “For public sociology”, American Sociological Review, vol. 70, 1, pp. 4-28.

Eisenstadt, S. N. (2001), “Modernidades múltiplas”, Sociologia, Problemas e Práticas, nº 35, pp. 139-163.

Giddens, Anthony (1996), “In defence of sociology”, em In Defence of Sociology:Essays, Interpretations and Rejoinders, Cambridge, Polity Press, pp.1-7.

Goodwin, Robert E., Martin Rein, e Michael Moran (2006), “The public and its policies”, em M. Moran, M. Rein, e R. E. Goodwin (eds.), The Oxford Handbook of Public Policy, Oxford, Oxford University Press, pp. 3-38.

Lash, Scott (1994), “Reflexivity and its doubles: structure, aesthetics, community”, em U. Beck, A. Giddens, e S. Lash, Reflexive Modernization, Cambridge, Polity Press.

Martinelli, Alberto (2005), “From world system to world society?”, Journal of World-Systems Research, vol. XI, nº 2, pp. 241-260.

Mouzelis, Nicos (2008), “Modernity: a non-Eurocentric conceptualization”, em Modern and Postmodern Social Theorizing – Bridging the Divide, Cambridge, Cambridge University Press, pp. 145-163.

Mouzelis, Nicos (1999); “Exploring post-traditional orders: individual reflexivity, ‘pure relations’ and duality of structure”, em M. O’Brien et al (eds.), Theorising Modernity, London, Longman.

Nowotny, Helga, P. Scott, e M. Gibbons (2003), “’Mode 2’ revisited: the new production of knowledge”, Minerva, 41, pp. 179-194.

Schmidt, Volker H. (2006), “Multiple modernities or varieties of modernity?”, Current Sociology, 54 (1), pp. 77-97.

Skocpol, Theda (1984), “Emerging agendas and recurrent strategies”, em Vision and Method in Historical Sociology, Cambridge, Cambridge University Press.

Avaliação

A avaliação mede o grau de desenvolvimento dos conhecimentos e competências visados nos objectivos da disciplina.

O processo de avaliação envolve:

(i) um trabalho final individual escrito, sobre conteúdos do programa (dimensão máxima de 10 páginas, Arial 12, espaço e meio; ponderação de 50% na classificação final);

(ii) a apresentação e debate nas aulas de textos teóricos ou documentos empíricos no âmbito do programa da unidade curricular (ponderação de 30% na classificação final;

(iii) a participação nas aulas e a assiduidade (ponderação de 20%).